domingo, 14 de junho de 2009

Minis

carroscarrosNo dia 26 de Agosto de 1959 o Mini foi apresentado ao publico como Austin Seven e Morris Mini Minor à venda por 496 libras. Todos os modelos tinham um motor com 848cc e travões de tambor á frente e a trás. As versões DeLuxe tinham 3 instrumentos e janelas.carrosNo dia 4 de Outubro sai da linha de produção o ultimo Mini. No dia 24 de Dezembro falece John Cooper. Ver mais em:http://student.dei.uc.pt/~cbsilva/mini/historia.htmcarros


Carro de Mr. Bean no Brasil

A BMW, dona da marca britânica Mini, anunciou que importará a marca para o Brasil em 2009. Famosa pelos veículos compactos celebrizados pelo personagem “Mr. Bean” nos últimos anos, a Mini se modernizou e virou carro de gente rica e endinheirada, afinal pagar mais de R$ 100 000 num modelo pequeno, só desse jeito mesmo.carroscarros

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Carros e carangos

Hoje, nos nossos dias existem milhões de pessoas que gostam de ser diferentes e procuram ter algo que ninguém tenha, ou poucos tenham.

Muita sucata ganhou vida, voltando para assombrar as estradas com o passado e dizerem que um dia as auto estradas também foram delas.
Só que agora voltaram como exclusividade.

MercedescarrosmercedescarrosMercedes

Carros, fotos fragmentos; Tudo é arte:
Pode ser um vício uma paixão um passatempo, antigamente tudo era mais manual.
Os carros como os carocha, pareciam ter alma.
O serviço era mais personalizado, os mecânicos e construtores perdiam muito tempo em volta dessas máquinas.
Hoje já não é assim, tudo é substituível, tira-se uma peça e manda-se a outra para o lixo.

Os Portugueses e os naturais dos países lusófonos eram conhecidos como desenrasca, tinham sempre uma solução para os problemas, e as máquinas trabalhavam.

Hoje tirando os velhos lanterneiro, electricistas e mecânicos, o conhecimento foi se perdendo e os robôs assumiram o controle dos veículos.
Modernos computadores dizem ao homem o que falta ou o que está mal e a seguir o carro vai a uma máquina para ser acessorada por um computador.
Se a maquina falha, falha o homem, e não a nada a fazer.

Clássicos, chaços e calhambeques

Existem muitos tipos de carros e muitas histórias, mas todos os carros marcaram sua época.
No inicio todos queriam carros futuristas mas muitos desses clássicos que pararam no tempo, hoje são desejados por homens do presente.

carros

A história do besouro que fez sucesso

A história do Carocha, o carro tinha tudo para dar errado: foi apadrinhado por um monstro ditador, teve sua linha de produção bombardeada e, quando tentava renascer, foi desdenhado por grandes fabricantes. Tanto a carroceria quanto a mecânica eram, de início, vistas com estranheza.
Contrariando todas as probabilidades, o Volkswagen Sedan foi mantido em produção por seis décadas e tornou-se o automóvel mais vendido de todos os tempos.
Fácil de manter e quase indestrutível, o carrinho com forma de besouro tomou o mundo, sendo incorporado a diferentes culturas. Nos EUA dos anos 60, por exemplo, fez sucesso como alternativa às "banheiras" com motor V8.

No Brasil, foi rebatizado de Fusca, Fusquinha e Fuscão, passando a fazer parte da história de todos nós. Formou milhões de motoristas e mecânicos, serviu como primeiro automóvel para várias gerações, desfilou em bairros bacanas, foi o "carro possível" para os mais "duros", virou jipe de roça, foi carro oficial do governo, carro de polícia e modelo esportivo na cidade...Hoje, em pleno século XXI, ainda é presença marcante nas ruas. O carocha como é conhecido na Europa, continua a ser muito procurado, hoje é um carro para curtir o verão, o seu valor já não baixa mais pelo contrário.
Assim como a bolsa de valores, tem alturas que está em alta e outras vezes em baixa.
carrocarroscarro

carros

carro Existem muitos chaços por aí, mas não se iludam, á chaços que valem muito dinheiro. Entre os ricos é raro um que não tenha um calhambeque restaurado.
Todas grandes personalidades ou quase, tem um carro velho na sua garagem.
Um clássico é sempre um classico.

Na minha infância no Rio de Janeiro, nos finais dos anos 60 e 70, os Dodges, Detróites e os Galaxis, cruzavam as ruas em alta velocidade, desafiavam a polícia para uma corrida.

Eram motores que faziam 4 km por litro de gasolina, esses carros eram modificados para desenvolverem mais velocidade, usavam turbo, nitro e no exterior os pára-choques eram substituídos por trilho de comboio. Muitos destes carros quando iam em alta velocidade, não conseguiam fazer as curvas e quando chocava-se com algum autocarro (ônibus) chegava a levantá-los.

Muitos jovens morreram nos pegas das ruas das cidades do Brasil. Para sustentar esses carros, muitas vezes eram através dos patrocínios de oficinas mecânicas e vendedores de pneus, que em troca da publicidade nos carros enchiam o depósito e cediam os pneus.

Aqueles que não tinham patrocínio e não tinham dinheiro, metiam todo tipo de produtos no tanque de combustível, como:
Álcool, querosene ou petróleo e óleo de cozinha (vegetal), esses carros tinham grandes gargantas e bebiam de tudo.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Opala e Camburão, o medo sobre rodas

carrocarros
"As duas peruas Chevrolet, uma verde, outra amarela, cinco homens em cada uma empunhando armas de grosso calibre de canos visíveis nas janelas, bagageiras com jovens ensanguentados que gemiam, os corpos cheios de buracos abertos por tiros, alguns já mortos, aproximavam-se rapidamente do bairro do Paraíso, num ziguezague perigoso no trânsito da cidade”. Esse pequeno trecho, extraído do livro “Autópsia do medo”, de autoria do jornalista Percival de Souza, retrata, fielmente, um período marcante da história brasileira.carro


O camburão semeava o medo entre bandidos e traficantes, aquele veículo grande e frio que pouco dava mais que os 142 km, parecia voar, suas grandes rodas passavam por cima das calçadas e encurtava os caminhos dos aterrados de medo, os criminosos que não conseguiam fugir.carros
A policia parecia crescer dentro daquele veículo, dando uma frieza e um poder anormal aos policiais que andassem naquele carro.
carro


Todas as marchas eram sincronizadas, mas o motor permanecia o 4,3-litros, agora com 149 cv brutos e 32,1 m.kgf. Essa perua ou carrinha, logo ganharia o nome Veraneio, em alusão ao uso em lazer, nas férias de verão -- mas foi como "camburão" policial que se tornou mais famosa. Além do amplo espaço interno, para seis ou oito pessoas, tinha a imponência e a robustez adequadas à função.

Sua origem remonta ao final de 1959, quando a General Motors lançou a Amazona. Derivada da picape Chevrolet Brasil, tinha três portas (duas do lado direito). Com bancos para oito passageiros, teve grande aceitação como perua escolar.

No Salão do Automóvel de 1964, junto com a picape redesenhada, foi apresentada a C-1416 (o nome Chevrolet Veraneio só seria adotado quase cinco anos depois do lançamento). Se na parte mecânica não havia grandes avanços, seu desenho era moderno, com linhas retas e quatro portas. Basicamente, o motor era o mesmo da Amazona, mas a suspensão, privilegiando o conforto, passou a usar molas helicoidais e já era independente na frente.


Esse modelo foi produzido em São Caetano do Sul, SP, até o final da década de 80, com ligeiras alterações de estilo (no início e no fim dos anos 70) e mecânica -- uma delas, por ironia, a troca dos quatro faróis por apenas dois, ao contrário do que ocorrera na Amazona. O motor de seis cilindros passou a ser o do Opala, de 4,1 litros, com versões a álcool e gasolina. Houve também o Veraneio a diesel, com o motor do D-10.A policia durante os anos 70 e 80, através de carros como, Opala,Veraneio ou Camburão, nome popular que define o carro da polícia, e ainda os Santana, que eram carros igualmente rápidos usados em perseguições aos bandidos. A curiosidade é que esses carros também assustavam o povo, era uma faca de dois gumes. O medo era das duas partes. O Opala também foi uma grande máquina utilizada pela policia judiciária Brasileira, geralmente era sempre de cor negra, penso que a cor negra era associada a morte pelos civis.
Estes carros usados pela polícia Brasileira estavam associados a morte, nas bagageiras eram comum os indícios de sangue; Muitas almas abandonaram seus corpos nas malas de carros como estes.
O povo brasileiro quando via um Opala todo preto ou um Camburão ao virar da esquina, ficavam atentos, era sinal de mau presságio.
«««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
Ainda nos anos 80, estava eu e mais 5 amigos, tínhamos nessa altura todos, entre os 14 aos 18 anos de idade e conhecíamos uma discoteca na Ilha do Governador bem badalada naqueles tempos.

O filho do dono com raízes europeias mas muito simpático e nosso amigo, fazia com que aquele lugar estivesse sempre aberto para nós. Não pagávamos entradas só o que consumíamos.
Certo dia pela primeira vez resolvemos sair mais cedo e fazer a habitual caminhada de 3 quilómetros de volta a nossas casas.

Fomos surpreendidos numa esquina por seis jovens que teriam entre os 10 aos 16 anos, 2 deles nos apontaram cada um, uma "38" e pediram logo as carteiras e a minha camisa.
Era uma estrada de muita passagem, os carros não paravam de passar ate que apareceu um velhote de bicicleta e antes que ele se pusesse em fuga, recebeu uma coronhada na cabeça, os carros começavam a passar e eles entraram em pânico e fugiram num carocha 1300.

No meio da confusão recuperei a minha camisa, mas perdi juntamente com os amigos o dinheiro.
Voltamos para a discoteca e comunicamos o assalto. o dono da discoteca telefonou logo à um amigo da polícia que apareceu rapidamente.

O polícia, interrogou-nos e disse que nos levava em casa, mas antes ouvi o dono da casa nocturna dizer ao polícia: "Se os encontrar Mata-os".

Entramos naquele poderoso "CHEVROLET" branco e azul que rapidamente percorreu todas as ruas principais da Ilha do Governador. O agente só perguntava se conseguíamos ver o carro e os assaltantes, dentro de mim só desejava que não os encontrasse.
Íamos a grande velocidade e cheio de medo, sabíamos que poderíamos ser testemunhas de um crime ou acabarmos mortos num tiroteio, mas graças a Deus não vimos ninguém e acabamos em nossas casas.

Quem viajou num camburão a alta velocidade sabe o que é ter medo e com certeza pensa ou pensou muito na vida.
Este veículo sempre esteve associado ou ligado à morte no RJ, daí o respeito da malandragem e da população.

Na Judiciária, os carros também eram pretos e os "OPALAS" eram também tradicionais. Lembro-me de bons rapazes que para lá entraram, suas doces feições mudaram rapidamente, a frieza tomou conta dos seus rostos, o cheiro de pólvora e metal eram constantes. Todo aqueles valores de escola e de família que outrora era pregado aos ouvintes do bairro se perdeu, nunca mais voltaram a serem os mesmos e parte deles já não estão vivos.

Estar do lado oposto a lei, é perigoso mas estar do lado da imposição da lei também não é saudável. A vida é demasiadamente curta para quem vive nessas andanças e para o povo em geral, não passam de possíveis vítimas de tiros perdidos.