sexta-feira, 12 de junho de 2009

Clássicos, chaços e calhambeques

Existem muitos tipos de carros e muitas histórias, mas todos os carros marcaram sua época.
No inicio todos queriam carros futuristas mas muitos desses clássicos que pararam no tempo, hoje são desejados por homens do presente.

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A história do besouro que fez sucesso

A história do Carocha, o carro tinha tudo para dar errado: foi apadrinhado por um monstro ditador, teve sua linha de produção bombardeada e, quando tentava renascer, foi desdenhado por grandes fabricantes. Tanto a carroceria quanto a mecânica eram, de início, vistas com estranheza.
Contrariando todas as probabilidades, o Volkswagen Sedan foi mantido em produção por seis décadas e tornou-se o automóvel mais vendido de todos os tempos.
Fácil de manter e quase indestrutível, o carrinho com forma de besouro tomou o mundo, sendo incorporado a diferentes culturas. Nos EUA dos anos 60, por exemplo, fez sucesso como alternativa às "banheiras" com motor V8.

No Brasil, foi rebatizado de Fusca, Fusquinha e Fuscão, passando a fazer parte da história de todos nós. Formou milhões de motoristas e mecânicos, serviu como primeiro automóvel para várias gerações, desfilou em bairros bacanas, foi o "carro possível" para os mais "duros", virou jipe de roça, foi carro oficial do governo, carro de polícia e modelo esportivo na cidade...Hoje, em pleno século XXI, ainda é presença marcante nas ruas. O carocha como é conhecido na Europa, continua a ser muito procurado, hoje é um carro para curtir o verão, o seu valor já não baixa mais pelo contrário.
Assim como a bolsa de valores, tem alturas que está em alta e outras vezes em baixa.
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carro Existem muitos chaços por aí, mas não se iludam, á chaços que valem muito dinheiro. Entre os ricos é raro um que não tenha um calhambeque restaurado.
Todas grandes personalidades ou quase, tem um carro velho na sua garagem.
Um clássico é sempre um classico.

Na minha infância no Rio de Janeiro, nos finais dos anos 60 e 70, os Dodges, Detróites e os Galaxis, cruzavam as ruas em alta velocidade, desafiavam a polícia para uma corrida.

Eram motores que faziam 4 km por litro de gasolina, esses carros eram modificados para desenvolverem mais velocidade, usavam turbo, nitro e no exterior os pára-choques eram substituídos por trilho de comboio. Muitos destes carros quando iam em alta velocidade, não conseguiam fazer as curvas e quando chocava-se com algum autocarro (ônibus) chegava a levantá-los.

Muitos jovens morreram nos pegas das ruas das cidades do Brasil. Para sustentar esses carros, muitas vezes eram através dos patrocínios de oficinas mecânicas e vendedores de pneus, que em troca da publicidade nos carros enchiam o depósito e cediam os pneus.

Aqueles que não tinham patrocínio e não tinham dinheiro, metiam todo tipo de produtos no tanque de combustível, como:
Álcool, querosene ou petróleo e óleo de cozinha (vegetal), esses carros tinham grandes gargantas e bebiam de tudo.

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